Graus de autismo: quais são e como identificá-los

06 de abril de 2021 06m57s de leitura

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Graus de autismo: quais são e como identificá-los

O Transtorno do Espectro Autista (TEA), é um distúrbio do neurodesenvolvimento que engloba diferentes condições relacionadas à dificuldade no relacionamento social. O que poucas pessoas sabem é que o autismo não é um condição que se manifesta sempre na mesma intensidade, existindo diferentes graus de autismo.

Atualmente, nós contamos com uma grande quantidade de informações cada vez mais modernas na área, mas ainda é frequente pensar nos casos mais graves e com os sintomas mais evidentes quando o assunto entra em pauta. Contudo, existe um espectro amplo de apresentação com diferentes graus de manifestação.

Por conta disso, a Filóo Saúde preparou um texto que busca te ajudar a entender os diferentes graus de autismo e a como identificá-los, confira.

O que é o autismo?

O autismo é um transtorno que reúne desordens do desenvolvimento neurológico presentes desde o nascimento ou começo da infância. Ele recebe o nome de espectro, porque envolve situações e apresentações muito diferentes umas das outras. Além, de uma gradação que vai da mais leve à mais grave.

De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM-5, pessoas dentro do espectro podem apresentar déficit na comunicação social ou interação social nas linguagens verbais ou não verbais e na reciprocidade socioemocional. Além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, como movimentos contínuos e interesses fixos.

Como é feito o diagnóstico? 

O diagnóstico do autismo é realizado por meio da observação direta do comportamento da criança. Conta com uma entrevista com os pais, que são, normalmente, os que notam os primeiros sintomas. 

Porém, não é sempre possível que o diagnóstico seja feito logo no início da vida do paciente. Isso acontece porque, dependendo do nível do transtorno, os familiares demoram a procurar um profissional. 

Em alguns casos, é possível que o diagnóstico seja feito apenas na adolescência ou logo no início das atividades escolares, por ser uma fase em que a criança pode apresentar dificuldades para fazer amigos e se relacionar com os colegas

Em outras situações, principalmente em quem apresenta os níveis mais leves, o diagnóstico apenas acontece na fase adulta, sendo comum que o próprio paciente perceba em si alguns dos sintomas e busque ajuda. 

Nesse caso, é importante se deparar com um médico de confiança e especialista para o que o paciente precisa. Encontre o profissional mais perto de você em nosso aplicativo Filóo Saúde.

Quais são os graus de autismo? 

Como já comentamos anteriormente, o Transtorno do Espectro Autista não se manifesta com a mesma intensidade em todas as pessoas afetadas, existem graus de autismo que podem ser diagnosticados de acordo com o comportamento do paciente. 

Grau 1 (leve)

Nesse nível, o paciente é mais funcional, mas apresenta sinais como comportamento inflexível e dificuldade para trocar de atividades e para experimentar situações novas. Também nota-se dificuldade para iniciar a relação social com outras pessoas e pouco interesse em interagir com os demais, além de problemas de organização e planejamento. 

Grau 2 (moderado)

Aqui, ele já apresenta um nível um pouco mais grave de deficiência nas relações sociais e na comunicação verbal e não verbal. O paciente precisa de apoio e seus comportamentos restritivos e repetitivos são mais frequentes e evidentes, mostrando-se mais inflexível e com dificuldade para mudar o foco das ações.

Grau 3 (severo)

As pessoas com grau severo de autismo apresentam déficits bem mais graves em relação à comunicação verbal e não verbal. Elas precisam de ainda mais suporte, pois têm muita dificuldade nas interações sociais e capacidade cognitiva prejudicada. Tendem ao isolamento social e podem apresentar alta inflexibilidade de comportamento.

Tratamento para os graus de autismo 

Para o tratamento, é necessário indicar profissionais que vão atuar em diferentes áreas da vida do paciente, como o fonoaudiólogo que acompanhará o desenvolvimento da linguagem não-verbal e verbal. 

Também, o uso de ludoterapia,  realizada por meio de jogos e brinquedos, análise aplicada de comportamento e medicamentos, que não são específicos para o autismo, mas que podem ajudar com aspectos emocionais

Ainda não se conhece a cura definitiva para o autismo, por isso, o tratamento não é igual para todos os pacientes, varia de caso a caso. Cada um exige um tipo de acompanhamento específico e individualizado que precisa contar com a participação dos familiares e de uma equipe profissional multidisciplinar. 

Como o transtorno autista se relaciona a inúmeros elementos essenciais da vida do indivíduo, diagnosticá-lo e proceder com as medidas adequadas é de suma importância, trazendo mais qualidade de vida à pessoa que sofre com a condição. 

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Espero que o texto tenha te ajudado a entender melhor o Transtorno do Espectro Autista, os graus de autismo e a como identificá-los. Na dúvida, procure um profissional de saúde. E se precisar, lembre-se: conte com a gente. Cartão Filóo Saúde.